Palestras

Experiências do XXI: a casa e a poética do sujeito-predicado

Juliana Kase
(São Paulo-SP)

22/06 (terça-feira) – 20h30-22h

Sem dúvida, as questões mais prementes para o ser humano entre os anos de 2019 e 2021 estão sendo a saúde e o ambiente mais vivenciado, o da casa. A intensificação do estar no âmbito doméstico, nos colocou face a nossa própria cultura – hábitos, atividades, modos de vida –, que antecederam e sucedem o início da pandemia. Opções se tornaram insustentáveis, outras se tornaram injustificáveis, inúmeras mudanças ocorreram, à nossa revelia. Como pensar em uma proposta de construção de uma casa neste contexto, em meio à natureza? O que é a prática do essencial e o salutar para o corpo, para o exercício de um sujeito deste século, um sujeito-predicado, que não espelha apenas a volição humana, mas as possibilidades da realidade circundante?

SOBRE A PALESTRANTE:

Através da prática artística e da pesquisa Juliana Kase condensa e sintetiza as vivências transculturais que a tem percorrido, sempre em busca de questionar conceitos estanques na cultura predominante, ocidental-científica, principalmente o conceito e prática da arte. Recentemente dirigiu o documentário em longa-metragem Editor por Editor e finalizou o mestrado em cultura japonesa na FFLCH, USP. É bolsista pesquisadora do Centro de Estudos Nipo-brasileiros, de São Paulo. Vive entre São Paulo e a T.I. Piaçaguera, em Peruíbe.

Duração: 90 minutos

Exibição: Inscrição antecipada. Encontro Via Zoom.


Buscando espacialidades Ma, no corpo, na dança, na cidade

Michiko Okano, Mirtes Calheiros, Emilie Sugai, Dudu Tsuda e Ederson Lopes 
(São Paulo-SP)

24/06 (quinta-feira) – 20h30-22h

Uma conversa com artistas e pesquisadores que integram o grupo Kinyokai, criado e coordenado por Michiko Okano, onde conversaremos livremente sobre o elemento cultural MA e como cada artista/grupo busca criar através de sua pesquisa e suas criações especialidades MA no palco, nos espaços públicos e paisagens urbanas.

SOBRE OS PALESTRANTES:

Michiko Okano é Mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, professora associada de História da Arte da Ásia na graduação e pós-graduação da UNIFESP, professora colaboradora na pós-graduação da EFLCH, Língua, Literatura e Cultura Japonesa da USP. É coordenadora do Grupo de Estudos Arte Ásia e Kinyōkai. Autora do livro Ma: entre-espaço da arte e comunicação no Japão, 2011, Annablume. Curadora da exposição de 21 artistas nipo-brasileiros, Olhar InComum: Japão Revisitado no MON, Curitiba, em 2016 e da exposição de artistas nipo-latinos, Transpacific Borderlands: The Art of Japanese Diaspora in Lima, Los Angeles, Mexico City and São Paulo no Japanese American National Museum, Los Angeles, em 2017/18.

Mirtes Calheiros é socióloga pela PUC SP, bailarina e pesquisadora do movimento. Diretora da Cia. Artesãos do Corpo/Dança-Teatro. Coordenadora artística do festival internacional de dança em paisagens urbanas – Visões Urbanas. Praticante de DO-HO e Seita-Ho com o mestre Toshi Tanaka há 12 anos. No início de 2020 realizou a residência “Estranhos Seres Nebulosos e Ilusórios” em Washington DC – EUA com alunos da George Washington University. Integra o Kinyōkay – grupo de estudos da cultura japonesa orientado pela prof Michiko Okano. Estudou com mestres do butô Akira Kasai e Yoshito Ohno e fez aulas de Teatro Nô com a Escola Kaga-Hosho

Emilie Sugai desenvolveu uma linguagem própria e singular, fruto de suas inquietações artísticas e de vida, geradas das influências recebidas de seu mestre Takao Kusuno, de pesquisas relacionadas às memórias do corpo e colaborações com artistas da dança e teatro. Produziu e criou os espetáculos: Tabi (2002), Totem (2004), Intimidade das Imagens (2007), Hagoromo (2008), Lunaris (2011), O Sonho da Raposa (2013), Aka (2021); e em parceria as performances Holoch (2013) e Sol e Aço (2018). Contou com prêmios de pesquisa Bolsa Vitae de Artes e Bolsa UNESCO-Aschberg no Senegal; com prêmios de criação Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, subsídios do ProAC pela Secretaria de Estado da Cultura, do Dança em Pauta do CCBB e da Fundação Japão-SP. Recebeu o Prêmio APCA de melhor concepção e dança para Hagoromo e Prêmio Denilto Gomes pela Cooperativa Paulista de Dança para Holoch melhor criação em dança solo. Integrou entre 2005 a 2012 a montagem teatral Foi Carmen, concepção e direção de Antunes Filho; integrou a Cia. Pappa Tarahumara em Tokyo-Japão em 2005 na montagem do espetáculo Heart of Gold, direção de Hiroshi Koike. Com a Cia. Tamanduá de Dança Teatro entre 1991 a 2001 sob direção de Takao Kusuno integrou os espetáculos O Olho do Tamanduá e Quimera o anjo vai voando. Em 2016 colaborou para Rita Ponce de Leon em sua criação-escultura En forma de Nosotros na 32ª Bienal de Artes de São Paulo Incerteza Viva.

Dudu Tsuda é artista multimídia, artista sonoro, músico, compositor, performer, produtor musical, diretor artístico do selo de arte sonora e música experimental ALEA e professor da Pós Graduação em Imagem e Som da Faculdade Santa Marcelina. Doutorando pelo programa de Artes Visuais do Instituto de Artes da UNESP-SP. Mestre pelo programa Tecnologias da Inteligência e Design Digital PUC-SP. Realizou programas de residência artística, exposições, intervenções urbanas, performances e concertos, e foi contemplado por bolsas e prêmios em diferentes países como França, Japão, Colômbia, Bolívia, Espanha, Alemanha e Brasil em instituições como a Biennal of Mercosur (Porto Alegre/Brasil), Biennal Siart of La Paz (La Paz/Bolívia), Museu de Arte Moderna de São Paulo (São Paulo / Brasil), Centre Georges Pompidou (Paris/França), TOKAS (Tokyo/Japan) e Goethe Institute (Munique/Alemanha). . Integra a cia de dança contemporânea ‘Núcleo Artérias’ (www.nucleoarterias.com) desde 2001.

Ederson Lopes é formado em Artes Visuais. Ator, bailarino e performer da Cia. Artesãos do Corpo desde 1999. Instrutor de Hatha Yoga desde 2015. Artista da dança, pesquisa o corpo a partir de uma abordagem oriental através de práticas corporais e estudos teóricos e filosóficos. Produtor Cultural e pesquisador com foco em dança contemporânea e arte urbana. Criador e diretor de produção do “Visões Urbanas – festival internacional de dança em paisagens urbanas” que já contou com artistas de diversos estados do Brasil (Alagoas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Bahia) e de outros países como: Argentina, Uruguai, Cuba, Portugal, França, Bélgica, Japão, Moçambique, Ucrânia, Espanha, Turquia, EUA e Alemanha.

Duração: 90 minutos

Exibição: Inscrição antecipada. Encontro Via Zoom.